Metodologia Geral
Deve-se conceber o sujeito do construtivismo como um ser ativo, mas que precisa da intervenção para evoluir e aprender mais; um ser que constrói conhecimento, mas não de maneira homogênea, sendo o nosso desafio o de tentar captar as singularidades, que apresentam esquemas assimilatórios diferentes, assim como histórias e circunstâncias únicas, de modo que o estímulo não é o mesmo para cada um. Esse sujeito comete erros, inerentes ao processo ensino-aprendizagem, os quais fazem parte dessa construção e, por isso, não se fixam, assim como aprende através de conflitos cognitivos (ou na ZDP – zona de desenvolvimento próximo, segundo Vigotsky), os quais dependem, por sua vez, dos conhecimentos prévios e das intervenções realizadas a partir daí. E, ainda, tem uma memória e um nível de compreensão, a partir dos quais deverá aprender os mecanismos de produção de conhecimentos, o que também é singular.
Assim, as situações de aprendizagem devem:
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ser significativas e desafiantes, ou seja, usar a inteligência e a curiosidade dos alunos;
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ser de tal modo articuladas que os alunos estejam ativos, em interação com o objeto de conhecimento, sendo desafiados a pensar, a formular e explicitar suas próprias ideias sobre ele;
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contemplar as diferenças entre os alunos, promovendo-se os ajustes e adaptações necessárias para desafiar cada um dentro de suas possibilidades;
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estimular o coletivo, as construções e formulações em grupo;
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imprimir um clima de entusiasmo na sala de aula, a partir do qual os alunos se empenhem e se esforcem em direção ao seu objetivo;
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refletir interesses e necessidades dos alunos;
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encorajar as crianças a utilizarem sua iniciativa e sua inteligência, não representando desafios nem muito aquém, nem muito além de suas possibilidades;
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oportunizar a observação, a reflexão, o questionamento, a expressão das ideias, a formulação e o registro;
- constituir-se enquanto jogo, sempre que possível;
- incluir aprendizagens intelectuais e morais, sempre no sentido do desenvolvimento da autonomia;
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supor a participação dos alunos, sempre que possível, em alguma dimensão, na sua elaboração e planejamento.
E o professor deve intervir:
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vinculando-se afetivamente aos alunos, na construção de uma relação de respeito e confiança;
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observando atentamente os seus alunos, questionando e investigando suas hipóteses;
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orientando, informando, auxiliando e apoiando cada um;
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mais fazendo do que falando;
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sem ser “intrusivo”, no sentido de não “atropelar” o processo do aluno;
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valorizando as ideias e respostas dos alunos, desenvolvendo sua autoconfiança;
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tomando os erros como indícios do modo de pensar dos alunos;
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(re)planejando suas propostas de trabalho a partir do que observa sobre o modo de pensar e agir dos seus alunos, para que elas vão ao encontro de suas possibilidades e os façam avançar em sua trajetória de construção.
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